O Brasil que a gente conhece trabalhando na Inventta

Como é trabalhar na Inventta? Para Renato Crespan e Thiago Loureiro, cada projeto traz a oportunidade de conhecer diferentes negócios, culturas e realidades pelo Brasil. Entre viagens, desafios inesperados e aprendizados em campo, os dois analistas contam como essas experiências contribuem para seu desenvolvimento profissional e pessoal.

Sumário

Entre fazendas, supermercados, aeroportos e encontros com pessoas de diferentes realidades, Renato Crespan e Thiago Loureiro compartilham as experiências que ampliaram seu repertório profissional e sua maneira de enxergar o mundo. 

O aeroporto parecia uma casa, ou, nas palavras de Renato Crespan, analista de projetos da Inventta, “um puxadinho”. Era sua chegada a Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, uma cidade bem diferente dos lugares aos quais estava acostumado. Em outra ocasião, também durante um projeto no agronegócio, Renato se viu diante de um silo de soja de proporções que nenhuma fotografia havia conseguido traduzir. O trator, perto daquela estrutura gigantesca, parecia um Playmobil. Foi ali que a dimensão do agro brasileiro ganhou outro significado para ele. 

Enquanto Renato se surpreendia com a escala da produção agrícola, Thiago Loureiro, também analista de projetos da Inventta, descobria outros aspectos do Brasil durante uma viagem pelo interior do Espírito Santo. Percorrendo o estado de norte a sul, conheceu propriedades rurais de café e pessoas que encontraram maneiras próprias de empreender, produzir e resolver problemas. 

“Está sendo incrível conhecer mais da cultura capixaba. Conhecer as propriedades rurais de café e o espírito empreendedor dessas pessoas que vivem na zona rural, e são verdadeiros inventores”, conta Thiago. 

As histórias dos dois ajudam a entender uma característica de trabalhar na Inventta: a possibilidade de circular por diferentes setores, empresas e regiões, participando de projetos que exigem aprender continuamente sobre realidades até então desconhecidas. 

E, pelo que Renato e Thiago contam, algumas das descobertas mais importantes acontecem justamente quando o planejamento encontra a vida real. 

 

Existem muitos Brasis dentro do Brasil 

“As viagens nos fazem perceber que existem vários ‘Brasis’ dentro do Brasil”, observa Thiago. A percepção veio do contato com cidades, propriedades rurais e pessoas cujas rotinas são bastante diferentes daquelas que ele conhecia. As distâncias entre capitais e interiores, a infraestrutura disponível e os modos de trabalhar passaram a chamar sua atenção. Até uma boa rodovia, algo que pode parecer corriqueiro para quem vive em determinadas regiões, ganhou outro significado depois dessas experiências.  

Renato reconhece um aprendizado semelhante. Ao longo de sua trajetória na Inventta, passou por projetos relacionados à construção, educação, energia, cosméticos, bens de consumo e diferentes segmentos do agronegócio. Dentro de um mesmo setor, encontrou atividades que vão da produção de alimentos ao desenvolvimento de insumos e maquinário agrícola. Também conheceu empresas com processos predominantemente manuais e outras com operações altamente automatizadas. 

“É um ambiente super dinâmico. Um dia você está falando de ‘lixo’, no outro de tecnologia de ponta”, resume. Essa variedade exige disposição para aprender sobre negócios que, muitas vezes, ainda são desconhecidos no início de um projeto. 

Renato conta que, em uma experiência no agro, precisou se familiarizar rapidamente com o vocabulário utilizado pelas pessoas do setor. Era necessário compreender as conversas para fazer as perguntas certas e extrair informações relevantes. “Não tem teoria que te prepara pra isso, você aprende na conversa mesmo”, reforça o colaborador. 

Para Thiago, o contato com realidades tão distintas também mudou sua percepção sobre criatividade. Ele já conhecia, em teoria, a capacidade humana de adaptação, mas passou a enxergá-la de outra maneira ao acompanhar como pessoas de diferentes setores resolvem seus desafios cotidianos. “Na teoria eu já sabia, mas a prática impressiona”, exclama.  

A cada novo contexto, surgem referências que permanecem com os profissionais e acabam influenciando sua maneira de observar problemas, interpretar situações e construir soluções. 

 

O que o campo ensina e o escritório nem sempre consegue mostrar? 

Renato tem uma frase que costuma resumir um dos aprendizados mais importantes de sua experiência com projetos: “O PPT e o Excel aceitam tudo (rs).”  

Uma projeção de crescimento pode parecer excelente na planilha. Uma hipótese pode fazer sentido em uma apresentação. Mas existe uma distância entre aquilo que foi desenhado e o que acontece quando a ideia encontra as pessoas, os processos e as condições reais de um negócio. Foi trabalhando em campo que Renato passou a dar ainda mais importância à validação de hipóteses. 

Para ele, uma boa linha de raciocínio precisa ser confrontada com a realidade. Essa etapa permite identificar erros, rever premissas e melhorar as ideias antes que decisões importantes sejam tomadas.

O trabalho em campo vai muito além

 

Lavoura de café no interior do Espírito Santo, aos olhos de Thiago Loureiro.
Lavoura de café no interior do Espírito Santo aos olhos do Thiago Loureiro

 

Thiago viveu algo parecido durante um projeto com uma empresa da indústria de alimentos que buscava aumentar as vendas de um supermercado. A equipe foi até a loja para realizar uma pesquisa etnográfica, observando e conversando com consumidores enquanto faziam suas compras. O supermercado já oferecia diversas promoções, mas havia um problema: muitos clientes não percebiam os descontos durante a escolha dos produtos. Em alguns casos, só descobriam a promoção na hora de pagar. Em outros, recebiam o desconto sem sequer perceber. 

A observação revelou uma oportunidade relativamente simples: melhorar a comunicação dos preços e das ofertas dentro da loja. Uma questão que poderia levar a discussões sobre estratégias comerciais mais complexas ganhou outra perspectiva a partir do contato direto com o consumidor. 

É justamente esse tipo de descoberta que faz Thiago valorizar tanto as interações presenciais. “Aprendi que uma interação presencial de 1 hora vale por 1 semana de interações remotas, pois o engajamento e foco dedicado acaba sendo outro”, observa. 

A frase reflete sua experiência em projetos que exigem observar comportamentos, compreender contextos e estabelecer relações com pessoas que vivem diariamente os problemas investigados.  

Para Renato, essa proximidade ganhou uma dimensão especialmente sensível durante um projeto desenvolvido para uma operadora de planos de saúde. O desafio era compreender como as pessoas enxergavam a saúde em suas vidas, quais fatores influenciavam suas decisões de procurar atendimento médico e como faziam escolhas relacionadas ao próprio cuidado. 

O trabalho envolveu uma pesquisa etnográfica com mais de 200 pessoas, entre Brasília e São Paulo, incluindo regiões periféricas das duas cidades.  

Algumas conversas aconteceram literalmente na porta de hospitais

Além do desafio de organizar tantas informações, perguntas e hipóteses em aprendizados relevantes para o negócio, Renato precisou lidar com a delicadeza de ouvir pessoas falando sobre experiências pessoais relacionadas à saúde. 

“Eu estava falando de negócio, mas também estava falando de gente”, diz Renato durante entrevista. A experiência marcou sua maneira de conduzir projetos e reforçou a importância de compreender as pessoas por trás dos dados e das decisões. 

 

Aprender rápido, adaptar a rota e assumir responsabilidades 

Na Inventta, o contato com diferentes negócios também coloca os profissionais diante de responsabilidades que, em outras trajetórias, poderiam levar mais tempo para chegar.

Renato conta que começou a participar de reuniões com executivos e conselheiros ainda relativamente cedo na carreira. A experiência exigiu desenvolver uma comunicação mais estratégica, objetiva e assertiva, além de aprender a transitar entre diferentes níveis de liderança. “São ambientes que normalmente você só chegaria com uns 10, 15 anos de carreira, e aqui isso acontece bem antes.”

Esse aprendizado também está relacionado à autonomia que encontrou na Inventta. Ao participar da execução de projetos desde o início, Renato teve a oportunidade de assumir responsabilidades tanto no desenvolvimento do negócio quanto no relacionamento com os clientes, exercendo diferentes papéis ao longo das iniciativas.

“Não tem microgerenciamento, você ganha muita autonomia e, com isso, muita responsabilidade também.”

Para ele, essa liberdade para atuar vem acompanhada de um ambiente próximo e colaborativo, no qual o contato direto com lideranças facilita as trocas e contribui para o desenvolvimento profissional.

 

Entre viagens, projetos e alguns perrengues 

 

Aeroporto de Barreiras, uma das paradas do Renato Barbiero.
Aeroporto de Barreiras, uma das ‘paradas’ do Renato Barbiero

Uma rotina que envolve deslocamentos e contato com tantas realidades também rende histórias que dificilmente apareceriam em uma descrição de vaga. Renato, por exemplo, já precisou vender tábuas de madeira em um aeroporto porque não conseguiu despachá-las. 

A lembrança aparece acompanhada de risadas e faz parte daquele conjunto de situações inesperadas que acabam virando histórias para contar depois. As viagens também exigem lidar com mudanças de planos, ambientes desconhecidos e a necessidade de se adaptar rapidamente. 

Ao mesmo tempo, são oportunidades de conhecer lugares, culturas e pessoas que talvez não cruzassem o caminho desses profissionais em outras circunstâncias. 

Para Thiago, percorrer o interior do Espírito Santo trouxe novas referências sobre a cultura local, o empreendedorismo rural e as diferenças entre regiões brasileiras. 

Para Renato, cada projeto acrescentou alguma coisa ao seu repertório, seja um conhecimento técnico, uma experiência com determinado setor ou uma relação construída durante o trabalho. “Do lado pessoal, tem também as viagens a trabalho. Elas fazem parte do repertório cultural que a gente carrega pra vida, conhecer pessoas de lugares diferentes marca a gente”, acrescenta. 

E há algo interessante nessa percepção: as experiências profissionais continuam presentes mesmo depois que o projeto termina. Uma conversa pode mudar a maneira de enxergar determinado setor. Uma visita pode desfazer uma hipótese. Uma situação inesperada pode ensinar a lidar melhor com pessoas ou a tomar decisões sob pressão. 

São aprendizados que vão se acumulando ao longo da carreira. 

 

O que fica de cada experiência? 

Trabalhar na Inventta, nas palavras de Renato, é ter a oportunidade de transitar por diferentes setores, negócios e realidades. Essa pluralidade de experiências ampliou seu conhecimento sobre o mercado e desenvolveu uma capacidade de adaptação que ele considera difícil de encontrar em outras trajetórias profissionais. A autonomia, o contato com lideranças e o ambiente de aprendizado constante também fazem parte dessa avaliação. 

Thiago destaca o quanto as viagens e as interações presenciais ampliaram sua percepção sobre o Brasil e sobre a capacidade das pessoas de encontrar soluções em contextos muito diferentes.  

As histórias dos dois revelam trajetórias particulares, construídas a partir das oportunidades e dos desafios que encontraram em seus projetos. Há espaço para descobertas surpreendentes, situações que exigem jogo de cintura, responsabilidades que chegam cedo e experiências que ajudam a desenvolver um olhar mais atento para pessoas e negócios. 

Talvez seja por isso que Renato tenha tanta dificuldade em escolher uma única história para levar da Inventta. “Cada projeto, por ser de um setor diferente, você acaba levando um pouco dele pra vida, seja um conhecimento prático de um negócio novo, de uma área ou setor que você não estava acostumado, seja o relacionamento que você teve com as pessoas ali.” 

No fim, o Brasil que Renato e Thiago conhecem trabalhando na Inventta é feito de lugares que visitaram, pessoas que encontraram e situações que precisaram aprender a resolver. E, a cada projeto, esse mapa continua crescendo.

Carreiras na Inventta

Cada projeto amplia o repertório.
Qual será o seu próximo capítulo?

Conhecer outras realidades, fazer novas perguntas e aprender com pessoas diferentes. Se você se reconhece nas histórias deste artigo, conheça como é construir sua trajetória na Inventta.

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