A gestão da inovação tem sido, por anos, uma das pautas mais debatidas por empresas que buscam crescimento sustentável e competitividade. No entanto, mais do que falar sobre inovação, o desafio real está em fazê-la acontecer no cotidiano das organizações.
De acordo com o estudo O Futuro da Gestão da Inovação 2025, realizado pela Inventta, foram mapeadas 58 práticas de inovação presentes nas empresas brasileiras, um número que evidencia a complexidade e a maturidade crescente do tema no país. Além disso, o levantamento destaca as práticas mais adotadas pelas organizações atualmente: melhoria contínua (82%), com foco em aperfeiçoar processos e produtos existentes; estratégia de inovação (80%), como direcionadora dos esforços da companhia; e conceito de inovação (76%), que ajuda a alinhar entendimento e ação dentro da organização.
Neste artigo, vamos nos aprofundar nessas práticas, especialmente naquelas que, segundo o estudo, vêm ganhando mais espaço e gerando impacto concreto no modelo de gestão da inovação das empresas.
Por que falar de práticas é falar de impacto
Não se trata apenas de executar projetos. A gestão da inovação exige coerência entre intenção estratégica, cultura organizacional e capacidade de entrega. Isso só acontece quando há clareza sobre quais práticas estão sendo adotadas, quais precisam ser ajustadas e, sobretudo, como tudo isso se conecta à geração de valor.
Afinal, existem práticas que direcionam a inovação e práticas que de fato a executam. Portanto, é necessário contar com os dois tipos para a inovação sair do campo das ideias, com forma, escala e conectada com a estratégia da companhia.
As mais adotadas: foco em estrutura e eficiência
Segundo o estudo, as práticas mais frequentes entre as empresas respondentes são:
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Melhoria Contínua (82%)
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Estratégia de Inovação (80%)
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Conceito de Inovação disseminado (78%)
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Jornada de Experiência da Liderança (76%)
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Budget dedicado à inovação (76%)
Essas top 5 práticas evidenciam o momento atual da pauta inovação nas empresas: foco no curto prazo (melhoria contínua), com estratégia e conceitos bem definidos, liderança sensibilizada e recursos alocados. Em outras palavras, as empresas estão entendendo que inovação não nasce só da criatividade, mas sim de sistemas e processos claros.
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Cultura também importa e está sendo levada a sério
Além da estrutura, há um avanço importante nas práticas ligadas à cultura e engajamento. Eventos internos de inovação (73%), comunicação contínua (73%) e cases compartilhados (73%) são ferramentas que vêm sendo usadas para engajar e sensibilizar as equipes no dia a dia.
Inovação não deve ser uma responsabilidade de uma área, mas sim uma competência da empresa como um todo. Assim, criar redes de multiplicadores, reconhecer esforços e aproximar as pessoas do tema é o que faz a diferença no médio e longo prazo.
Práticas novas, tendências fortes
Embora muitas práticas já estejam consolidadas, o estudo identificou aquelas com maior potencial de crescimento nos próximos anos. A principal delas é a aplicação de Inteligência Artificial na inovação, que embora ainda pouco madura, está no topo das intenções de uso.
Além disso, ganham tração práticas como:
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Captação de fomento
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Radar de tendências
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Co-desenvolvimento com o ecossistema
Essas práticas indicam um movimento de inovação aberta. Ou seja, as empresas estão buscando formas mais sofisticadas de identificar oportunidades e estruturar parcerias estratégicas para acelerar a inovação.
Uma vez adotada, a prática permanece
Um ponto relevante do estudo: práticas de inovação raramente são descontinuadas. Mesmo aquelas menos adotadas ainda mantêm presença em pelo menos 20% das organizações. Isso significa que, uma vez iniciada, a prática tende a ser mantida e aprimorada.
Para os líderes de inovação, isso é um dado estratégico. Afinal, investir em uma prática é mais do que implementar um projeto: é criar capacidade organizacional de longo prazo.
Como começar ou revisar seu modelo de práticas?
Diante de tantas possibilidades, o ponto de partida precisa ser claro. Algumas recomendações para empresas que estão estruturando ou revisando suas práticas de gestão e execução da inovação:
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Diagnostique antes de agir. Entenda seu momento, cultura e desafios de negócio.
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Priorize poucas e boas. Escolha práticas com alto potencial de impacto para seu contexto.
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Engaje a liderança. Sem patrocínio executivo, nenhuma prática ganha força.
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Implemente com consistência. Práticas devem ter dono, método e rotina.
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Meça os resultados. Use indicadores que demonstrem o valor gerado ao negócio.
Dessa forma, esses passos ajudam a evitar modismos e alinhar a inovação às necessidades reais da empresa.
Prática sem resultado é esforço desperdiçado
A gestão da inovação precisa se provar no dia a dia. Não adianta investir tempo e energia em práticas que não se conectam à estratégia nem às dores do negócio. Por isso, mais do que aderência a frameworks, o foco deve estar na execução que gera impacto e na busca por caminhos que mostrem o impacto de cada uma das práticas adotadas.
Empresas que conseguem transformar práticas em resultados têm algo em comum: aprendem com a prática, evoluem o modelo continuamente e mantêm a inovação como prioridade.
Práticas constroem capacidade e reputação
O estudo da Inventta mostra que, por trás da gestão da inovação bem-sucedida, há uma combinação de clareza estratégica, cultura mobilizada e práticas robustas. Portanto, são essas práticas que sustentam o discurso, criam resultados e moldam a reputação da empresa como inovadora de verdade.
Portanto, investir nas práticas certas é investir no futuro do negócio.