Afinal, qual é o segredo para estruturar pilotos digitais que realmente entregam valor?
O Panorama Inventta #3 foi ao ar em 25 de setembro com o tema “Como transformar pilotos de IA e Digital em ROI real”. A conversa reuniu especialistas da Inventta e da BASF para discutir um dos maiores dilemas das organizações: como sair da experimentação e alcançar resultados concretos com inovação digital.
A seguir, você vai conferir mais detalhes de como foi esse encontro.
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O dilema dos pilotos digitais que não escalam
Segundo Mariana Triveloni, Líder da Avantt.i na Inventta, muitas empresas têm avançado em projetos de transformação digital e inteligência artificial, mas ainda enfrentam uma barreira crítica: os pilotos que não escalam. “O piloto não é um fim em si mesmo. Ele precisa ser pensado desde o início para gerar valor em escala, e não apenas como um teste isolado”, destacou a profissional durante o Panorama Inventta
Essa visão foi reforçada por Juliana de Carvalho, Gerente Global de Soluções Digitais e IA – Care Chemicals na BASF, que compartilhou a experiência da companhia em estruturar iniciativas digitais. De acordo com ela, o segredo não está apenas na tecnologia, mas em criar condições organizacionais para que a inovação aconteça. “Muitas vezes o desafio não é técnico, e sim cultural. Precisamos criar um ambiente seguro para que os times testem, aprendam rápido e sintam confiança em propor novas soluções”, afirmou.
Destaque aqui:
“Muitas vezes o desafio não é técnico, e sim cultural. Precisamos criar um ambiente seguro para que os times testem, aprendam rápido e sintam confiança em propor novas soluções.”
Juliana de Carvalho, Gerente Global de Soluções Digitais e IA – Care Chemicals na BASF
Como priorizar o que gera valor
Ao longo do evento, a importância da priorização estratégica foi outro ponto central. Vinicius Sousa, Líder de Projetos na Inventta, apresentou o framework de avaliação baseado em três eixos: impacto, viabilidade e dados disponíveis. “Quando combinamos esses critérios, conseguimos selecionar os casos que não apenas fazem sentido para o negócio, mas também têm maior chance de mostrar valor em um prazo curto”, explicou.
Juliana trouxe um exemplo concreto da BASF para ilustrar esse processo. No segmento de Care Chemicals, a companhia desenvolveu uma ferramenta digital para formulações personalizadas que não apenas acelerou processos internos, mas também aumentou a percepção de valor junto aos clientes. “Esses projetos só avançaram porque conseguimos conectar a tecnologia a uma dor real do negócio e estruturar governança para sustentar a escala”, destacou.
Outro tema recorrente foi a gestão de mudança. Segundo Mariana, é comum que organizações esbarrem na resistência cultural, especialmente quando iniciativas digitais desafiam formas tradicionais de trabalho. Para superar isso, a Inventta defende a criação de rituais, patrocínio executivo e métricas claras de adoção. “Não adianta medir só a performance técnica. É preciso acompanhar como os times estão absorvendo a mudança, se os líderes estão engajados e se o projeto está realmente transformando a forma de trabalhar”, disse.
Do piloto ao ROI real
1. Priorizar com método
- Critérios: Impacto × Viabilidade × Dados disponíveis
- Quick wins em até 90 dias
- Conectar tecnologia ao negócio
- Dor real como ponto de partida
- Governança para sustentar escala
- Engajar pessoas e cultura
- Ambientes seguros para testar e errar
- Rituais, capacitação e métricas de adoção
- Garantir liderança e disciplina
- Patrocínio executivo como fator crítico
- Execução disciplinada → pilotos que deixam legado
O papel da liderança na escala da inovação
Vinicius complementou, lembrando que a execução disciplinada é o que diferencia boas ideias de resultados concretos. “Já vimos empresas com dezenas de pilotos simultâneos, mas sem clareza de onde priorizar. O efeito disso é orçamento disperso e pressão por eficiência. Quando existe método, os pilotos deixam de ser iniciativas isoladas e passam a ser catalisadores de transformação”, afirmou.
Para Juliana, o papel da liderança é crucial nesse processo. Ela destacou que, na BASF, o patrocínio executivo e a comunicação clara sobre o propósito dos projetos foram determinantes para mobilizar os times globais. “Não se trata apenas de aprovar recursos, mas de dar direção e legitimar o aprendizado que vem com cada tentativa. Esse apoio de cima para baixo abre espaço para que a inovação floresça em toda a organização”, ressaltou.
Pilotos que viram legado
O evento deixou claro que a jornada de transformação digital e de IA não é linear nem imediata. É um processo que envolve experimentação, ajustes e, sobretudo, alinhamento estratégico. Como resumiu Mariana, “pilotos bem estruturados são aqueles que já nascem com a ambição de escalar. Se o resultado não se conecta ao negócio, o piloto corre o risco de virar apenas um teste sem legado”.
Em um cenário em que a pressão por eficiência é cada vez maior, a mensagem central do Panorama Inventta #3 foi direta: inovar exige mais que boas ideias e tecnologias avançadas. Exige estratégia, método e disciplina de execução. É assim que pilotos digitais deixam de ser promessas e passam a entregar valor real.
Aqui na Inventta, temos uma frente especializada em projetos digitais. Se esse é o desafio do seu negócio nesse momento, marque um bate-papo conosco! Essa é uma oportunidade de transformar dores em soluções.
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