De agosto a novembro deste ano, o Instituto Inovação esteve envolvido em um programa de inovação na UFLA que incluiu três serviços: workshop EMBATE, sumarização de tecnologias, e diligências tecnológicas. O programa foi coordenado pela Pró-Reitoria de Pesquisa. Não é a primeira vez que o Instituto Inovação trabalha junto com a UFLA no sentido de debater, identificar e indicar tecnologias com potencial de transferência. Isso permitiu uma análise interessante: a comparação do perfil dos empreendedores tecnológicos, e seus projetos, nos anos de 2006 e 2007 na UFLA. E, posteriormente, o apontamento de hipóteses de ações e políticas da universidade que estejam estimulando ou retraindo o nível de empreendedorismo tecnológico na instituição.
Isso é muito importante para a área de inovação e proteção tecnológica da UFLA direcionar as suas ações.
EMBATE – O workshop EMBATE – Empreendedorismo de Base Tecnológica – foi a primeira ação. Ele é voltado para pesquisadores que possuem boas tecnologias, e que são conscientes dos desafios para transformar essa tecnologia em inovação. É um seminário comportamental que desenvolve o lado empreendedor do pesquisador, preparando-o melhor para dirigir o processo de inovação, e obter sucesso. O EMBATE costuma funcionar bem no propósito de adequar o perfil do empreendedor tecnológico às demandas do mercado, para, com isso, gerar inovação. E 100% dos participantes classificaram o EMBATE como muito bom (45,5%), ou bom (54.5%), em uma escala de péssimo, ruim, regular, bom e muito bom.
No seminário estabelece-se uma distinção entre o empreendedor tecnológico e o empreendedor mercadológico. A recepção é muito positiva entre os pesquisadores. E os efeitos do EMBATE não terminam com o seminário, que dura cerca de 8 horas (a versão compacta). Eles são incorporados na universidade, abrindo o ambiente e criando um clima positivo para a discussão do empreendedorismo tecnológico.
Diligências – Doze tecnologias foram analisadas na UFLA, das mais variadas áreas. Ao final da diligência foram entregues doze relatórios aos responsáveis pela pesquisa. Nos relatórios encontram-se detalhes precisos sobre o potencial da pesquisa para a geração de valor, e o estágio de desenvolvimento do produto. A metodologia de Diligência de Inovação® do Instituto, ao contrário dos planos de negócio, é própria para avaliar inovações tecnológicas geradas em centros de pesquisa, muitas vezes, em estágio inicial de desenvolvimento. Ela leva em consideração as peculiaridades do desenvolvimento de projetos científicos.
O processo de Diligência passa por quatro etapas: caracterização da tecnologia, prova de conceito, estudo de mercado e análise da viabilidade econômica.
O resultado da diligência gera benefícios para a universidade, os pesquisadores, a sociedade, o governo, e o mercado. A universidade obtém uma visão clara das suas possibilidades de transferência tecnológicas, e uma boa noção de onde investir, ou do que fomentar ou desenvolver mais. Os pesquisadores, por sua vez, recebem uma análise criteriosa do seu projeto, com dados sobre as possibilidades de retorno (através de royalties), bem como insights para aprimoramento, ou ampliação do escopo da pesquisa.
Sumarização – Ao todo, doze tecnologias foram sumarizadas na UFLA. E isso representa apenas uma pequena parte do potencial da instituição. Agora, com essas tecnologias sumarizadas, a UFLA conhece melhor as suas oportunidades, e amplia as possibilidades de encontrar investidores para as suas pesquisas. Isso vai ao encontro dos objetivos da instituição de promover a inovação, a proteção intelectual, e a geração de desenvolvimento pela transferência de tecnologias.