O Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-graduação, organizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes) em parceria com o Instituto Inovação, foi um dos vencedores do Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador 2011. A premiação é concedida anualmente pela Anprotec, associação que representa os interesses das incubadoras de empresas, parques tecnológicos e ações inovadoras no Brasil.
A iniciativa da Sectes e do Sistema Mineiro de Inovação (Simi) foi ganhadora na categoria Melhor Projeto de Promoção da Cultura do Empreendedorismo Inovador. Além do reconhecimento pelos resultados obtidos, a conquista teve um gosto especial pelo fato do programa ter sido premiado logo em seu primeiro ano de existência. “O prêmio da Anprotec é um dos mais respeitados no país, o que por si só já seria motivo de orgulho. Mas conquistá-lo com um projeto que ainda pode ser considerado experimental foi muito importante”, ressalta Paulo Adriano Borges, gerente do Simi.
O prêmio da Anprotec é um dos mais respeitados no país (…). Conquistá-lo com um projeto que ainda pode ser considerado experimental foi muito importante.”
Paulo Adriano Borges, gerente do Sistema Mineiro de Inovação
O prêmio da Anprotec dá destaque a ideias e soluções originais, que estimulam a geração de conhecimento inovativo no país. Quem participou do programa, como a aluna de doutorado Bianca Seridan, garante que a iniciativa tem grandes méritos. “O programa despertou meu espírito empreendedor de forma definitiva. Estou desenvolvendo várias ideias que estavam engavetadas há muito tempo”, afirma.
Para Renata Horta, responsável pelas iniciativas de Educação e Cultura do Instituto Inovação, esse é exatamente um dos grandes diferenciais do programa, que não se limita a resultados imediatos, mas que também podem vir a longo prazo. “Temos depoimentos de pessoas que participaram do Embate há mais de um ano e que só agora estão começando a elaborar planos para criar suas empresas. Foi iniciado um ciclo de disseminação da cultura de inovação que não se encerra”, afirma.
O programa despertou meu espírito empreendedor de forma definitiva.”
Bianca Seridan, participante do programa
O programa foi lançado em abril e se desdobrou até outubro de 2010. Durante esses sete meses, 263 mestrandos e doutorandos de 13 universidades mineiras participaram de seminários, com o objetivo de promover a integração entre a academia e o mercado, que resultaram na geração de 54 planos de inovação. “Embora o programa estivesse trabalhando com um número limitado de participantes, temos ciência de que o primeiro conceito de inovação é o de rede. Inovação só acontece com envolvimento e com a agregação de competências”, ressalta a coordenadora da área de Educação e Cultura do Instituto Inovação, Bianca Richartz.
Inovação só acontece com envolvimento e com a agregação de competências.”
Bianca Richartz, da área de Educação e Cultura do Instituto Inovação
“O ponto mais importante para Minas é ter o reconhecimento do esforço em envolver o maior número possível de instituições e participantes. O prêmio da Anprotec nos concede uma chancela de qualidade que, com certeza, abrirá portas para parceiros”, complementa Paulo Adriano.
O caráter multiplicativo e sua abrangência são outros fatores que, na opinião dos coordenadores, o levaram a ser premiado. “É o reconhecimento de um trabalho de equipe e de um pensamento de vanguarda. Esse conhecimento será replicado pelos participantes tanto no mercado quanto na academia, seja por meio da criação de empresas de base tecnológica ou pela disseminação dessa cultura de inovação com seus alunos”, avalia Renata.
Perspectivas
Concluída a primeira versão do Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-graduação, a expectativa agora é por uma nova edição já em 2012. Segundo Renata Horta, as perspectivas do programa retornar esse ano são boas. “Queremos ampliá-lo e agregar novas experiências para os participantes”, pontua. “E ganhar o Prêmio Anprotec novamente”, complementa.
Queremos ampliá-lo e agregar novas experiências para os participantes.”
Renata Horta, responsável pela área de Educação e Cultura do Inovação
A participação do Instituto Inovação no programa é apenas uma de várias iniciativas que a empresa tem coordenado na área de disseminação da cultura de inovação. Esse movimento foi iniciado há três anos, com a criação da área de Educação e Cultura, e tem se fortalecido com o passar do tempo. A mais nova aposta é no programa Respiro, cursos de verão voltados para pessoas físicas. “Acreditar em programas como esse é investir no crescimento econômico e social”, sintetiza Bianca.


