Os fundos e gestoras de investimentos no Brasil sempre trabalharam com o paradigma de que sobrava dinheiro, mas faltavam negócios na área de capital semente. Nascido em 2007, o Fundo Criatec apostou em uma nova lógica e agora, quatro anos depois, prova que estava certo e se prepara para começar a colher os bons frutos de seu trabalho.
O fundo, que é operado por um consórcio formado pelo Instituto Inovação (Inseed Investimentos) e pela Antera, chegou ao final de sua primeira etapa com 42 aprovações, para completar 36 investimentos. O resultado supera a meta estabelecida, de 35 investidas. “Alcançamos a média de um novo investimento a cada 1,5 meses. Esse desempenho é quatro vezes superior à média de mercado”, explica Gustavo Junqueira, do Instituto Inovação / Inseed Investimentos.
Para o sócio da holding, o desempenho é resultado da conjunção de dois fatores. O primeiro é a inversão na visão meramente financeira. “Partimos da premissa de que os negócios não estão formatados, mas de que devemos construí-los juntamente com os empreendedores”, explica Junqueira. Seguindo essa lógica, o Fundo Criatec não investiu apenas em empreendimentos já bem definidos, mas buscou enxergar bons potenciais de negócio em oportunidades ainda em desenvolvimento.
O segundo fator de sucesso foi o acompanhamento próximo e constante da equipe do Criatec no desenvolvimento das investidas. “Montamos uma equipe forte, com visão empreendedora, e estabelecemos uma interação quase diária com as empresas. Essa participação ativa foi e continua sendo essencial nessa fase de aceleração do negócio”, detalha Junqueira.
Retorno
Os resultados desse trabalho apurado já começam a aparecer. Apenas em 2011, o faturamento das 36 investidas chegará a R$ 90 milhões. O crescimento médio da carteira ultrapassa os 50% ao ano, desempenho muito superior ao mercado.
“O que fizemos em 2007 foi uma aposta ousada. Nunca havia ocorrido um movimento tão robusto em termos de valor aplicado em empresas nascentes e número de investimentos. Mudamos o patamar e o referencial de capital semente no Brasil”, afirma Gustavo Junqueira.
Se ainda faltam provas do sucesso do Fundo Criatec, o caso da Usix Technology é emblemático. A empresa tornou-se investida no início de 2009. Em pouco mais de um ano e meio, a companhia já havia atingido um crescimento de mais de 100% e despertou o interesse do grupo americano Ebix Inc, que fez uma proposta de aquisição.
O caminho seguido pela Usix será o mesmo trilhado pelas demais investidas a partir de agora. Até o fim de 2017, quando as atividades do Fundo Criatec se encerram, todas as empresas passarão pelo processo de desinvestimento. Uma vez que o empreendimento alcançar uma posição consolidada no mercado, o Fundo vende suas ações, obtendo retorno financeiro para seus investidores.
Fundo Criatec
Foi constituído em outubro de 2007, a partir de edital público do BNDES. A gestão é realizada por um consórcio formado pela Antera Gestão de Recursos e o Grupo Instituto Inovação, com recursos oriundos do próprio BNDES e do Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB).

André 17 dezembro 2011 às 2:42
O fundo Criatec foi finalizado em Agosto de 2011. Vocês saberiam informar se ele vai ser aberto novamente em 2012? Se sim, teriam uma previsão de quando isso poderia acontecer?
Obrigado.
Isabela Guimarães Rugani 19 dezembro 2011 às 9:01
Olá André! Não temos essas informações…
Abraço.