Em agosto de 2011, o Governo Federal lançou um pacote de medidas econômicas batizado de Plano Brasil Maior, que definia as diretrizes da política industrial, tecnológica e de comércio exterior do país. Tratava-se de uma resposta do governo à crise internacional que se acentuava, especialmente na Europa.
Passados oito meses, o cenário econômico mundial pouco mudou – ou só piorou. Por esse motivo, a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff lançou, em abril, um segundo pacote de medidas que vão integrar o Brasil Maior. São um total de oito frentes de “batalha”, como ações sobre o câmbio, desoneração tributária e aumento do crédito.
Para Manuela Soares, diretora da Inventta, as medidas anunciadas podem estimular os investimentos em inovação. “Serão R$ 45 bilhões do Tesouro Nacional para o BNDES. Estes valores serão repassados para empresas por meio de linhas específicas, como inovação tecnológica, capital inovador, Inovação Produção, entre outras”, explica.
O papel primordial da inovação também é reconhecido pela própria equipe governamental. No site oficial do plano, o Brasil Maior é descrito como um projeto de “mobilização das forças produtivas para que o país possa inovar, competir e crescer”.
Segundo Manuela, o apoio aos investimentos privados em inovação é essencial: “A inovação tem papel fundamental na resposta à crise, pois permite que as empresas tenham um crescimento sustentável ao longo dos anos através do lançamento de novos produtos e processos de produção mais eficientes e com maior valor agregado”, salienta.
Sustentando o investimento (PSI-4)
No que se refere especificamente à inovação, o carro-chefe do Plano Brasil Maior é o Programa de Sustentação do Investimento (PSI-4). Uma de suas principais medidas é a unificação e redução da taxa de juros em programas de estímulo à inovação. As taxas, que chegavam em até 7% em algumas linhas de financiamento, agora foram fixadas em 4% ao ano. O prazo de carência foi modificado, passando de 36 para 48 meses.
Uma nova linha de investimentos também foi criada exclusivamente para projetos destinados à constituição de capacidade tecnológica e produtiva em setores de alta intensidade, relativos a bens não produzidos no país e que induzam a ganhos de produtividade e qualidade. O PSI Projetos Transformadores terá aporte de R$ 8 bilhões, taxa de juros de 5% ao ano e prazo de até 144 meses para pagamento.
Mesmo com todas as novidades, porém, Manuela acredita que outras ações de estímulo poderiam ter sido tomadas, mas acabaram sendo esquecidas: “Esperava-se que o novo marco trouxesse algumas modificações na legislação dos incentivos fiscais à inovação, mas o plano ainda não contemplou nenhuma novidade nesse âmbito”.

Fernando Machado 7 maio 2012 at 20:27
Nosso Governo adota um suposto erroneo que conduz a um crasso erro nas suas politicas: com honrosas excecoes, as empresas, ainda que o queiram, NAO SABEM identificar os projetos de inovacao que sao criticos para sustentar sua competitividade, por nao possuir a capacidade de Gestao da Inovacao e as ferramentas necessarias, particularmente no contexto global atual.
Podem reduzir os juros que quiserem, enquanto isso nao for atacado de frente, os recursos estarao sendo jogados pela janela em projetos inventados para capta-los, sem nenhum impacto competitivo…