Durante a abertura da conferência anual da ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras), realizado no início do mês de junho, foi lançado pelo presidente do SEBRAE, o livro “Gestão de pequenas e médias empresas de base tecnológica”, cujo autor é Antonio Valerio Netto, sócio-fundador da empresa, Cientistas Associados Desenvolvimento Tecnológico. O livro possui co-edição do SEBRAE Nacional. Este livro destaca que as pequenas e médias empresas (PMEs), embora pareçam ser mais frágeis, têm a vantagem de conseguir reagir mais rapidamente à nova realidade e no universo das PMEs, as de base tecnológica possuem um aspecto peculiar: são agentes de mudanças, capazes de introduzir inovações na estrutura industrial e de gerar um valor econômico a partir de conhecimentos científicos. Porém, a grande questão é: como criar, estruturar e manter rentável uma pequena ou média empresa de base tecnológica no Brasil? Diante de tal pergunta, o objetivo do livro é apresentar ao leitor os desafios que ele encontrará ao se envolver com uma pequena empresa do segmento tecnológico, e como ele conseguirá superá-los de modo satisfatório. A obra sustenta a idéia de que um dos principais fatores para o crescimento e o fortalecimento das PMEs de base tecnológica é possuir mão-de-obra qualificada não somente na área técnica como também na de negócios. O livro sugere ainda estratégias para que isso se concretize com eficácia e para que sua empresa aumente a capacidade para desenvolver novos produtos e serviços, facilitando o planejamento estratégico de marketing e permitindo o seu crescimento rentável.
Em 2003, Antonio Valerio Netto iniciou o seu projeto de vida mais ambicioso, a Cientistas Associados Desenvolvimento Tecnológico Ltda. A empresa tem como filosofia gerar uma oportunidade ímpar que é permitir que jovens cientistas possam atuar em um ambiente empresarial competitivo. Para a Cientistas Associados é de extrema importância gerar credibilidade e apresentar resultados da sua competência junto à sociedade brasileira, pois, dessa forma, ratifica-se a presença de cientistas no meio empresarial. No País, existem poucas iniciativas empreendedoras nessa área, e dessa forma é importante unir esforços para apresentar o cientista, como categoria profissional de elevada competência e importância para o crescimento sustentável do Brasil. A empresa tem como um dos seus objetivos apoiar a disseminação da tecnologia junto aos jovens brasileiros, motivando-os a se relacionarem com o tema, e despertando-os para o papel do cientista na nossa sociedade. Essa responsabilidade social da empresa se consolida por meio de ações práticas junto à comunidade. É o caso do projeto “Robô na escola” e a concepção e execução anual do workshop tecnológico da empresa com objetivo de aproximar empresários e cientistas para estimular a transferência de conhecimentos tecnológicos dos laboratórios técnicos para as áreas de aplicação.
Os números não negam, seu modelo de empresa, em pouco mais de três anos, obteve ações surpreendentes. Como é de conhecimento geral, levam-se anos para se obterem resultados e credibilidade na área de desenvolvimento tecnológico, onde o risco é alto e as situações de fracasso são constantes. Atualmente, a pequena empresa possui 30 colaboradores, onde 10 são doutores (um terço da empresa). A mesma obteve sucesso na captação de recursos financeiros junto a órgãos públicos de fomento à pesquisa, caso do CNPq, FINEP e da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). No prestigiado programa para pequenas empresas de tecnologia da FAPESP, o PIPE, a empresa possui entre fases 1 e 2, sete projetos aprovados em um total de quase R$ 2 milhões de reais. Para este ano de 2006, a expectativa é de mais duas aprovações que podem ultrapassar o valor de R$ 600mil reais. Possui investimentos do CNPq e da FINEP, por meio de seus programas: RHAE-Inovação com três aprovações, cinco aprovações nos fundos setoriais (parceria universidade-empresa) e três aprovações no programa de Pós-doutorado Empresarial (PDI). Que totalizam R$ 230 mil reais. A empresa possui também parcerias tecnológicas por meio de projetos com importantes instituições de Ciência e Tecnologia (ICT). É o caso da Embrapa Instrumentação, Instituto Butantan, USP-São Carlos, UFSCar e UFPA.