No dia 29 de setembro, em São Paulo, o Instituto Inovação – por meio de sua unidade dedicada à gestão estratégica dos recursos para inovação, a Incentivar Consultoria – apresentou as oportunidades de uso dos instrumentos de apoio à inovação em evento do setor farmacêutico.
O Evento foi realizado pela Yugue Assessores em parceria com Quantum Experimental e Abifisa teve como objetivo compartilhar desafios e informações sobre o desenvolvimento e a produção dos medicamentos fitoterápicos.
Foram proferidas diversas palestras de grande interesse como a do Marcelo Geraldi – Presidente da Farmoquímica – que adquiriu recentemente o laboratório Herbarium. Pedro de La Fuente e Constantino Grande abordaram suas experiências no mercado europeu no desenvolvimento de produtos fitoterápicos. João Paulo Silvério Perfeito da Anvisa apresentou as novas tendências regulatórias no segmento.
Manuela Soares, sócia da Incentivar Consultoria, apresentou as oportunidades de fomento à inovação no Setor Farmacêutico tanto em relação ao investimento através de capital próprio, quanto aos recursos de fomento (reembolsáveis e não reeembolsáveis); e também mencionou a possibilidade de uso dos incentivos fiscais à inovação tecnológica previstos pela Lei do Bem (Lei nº 11.196/05).
De acordo com Manuela Soares, o setor farmacêutico ainda não está utilizando em sua plenitude o potencial dos incentivos fiscais à inovação: “De acordo com o relatório do MCT, em 2007, 13 empresas do segmento utilizaram incentivos fiscais obtendo cerca de R$ 35 milhões de benefícios fiscais, o que representa 4% do total dos incentivos utilizados no ano por todos os setores. Entretanto este número ainda pode ser significativamente maior, pois, de acordo com dados da Interfarma, o setor investiu em P&D cerca de R$ 505 milhões, o que representaria um potencial de benefício de R$ 103 milhões.”
A figura abaixo ilustra o potencial de benefícios do setor:
Manuela Soares ainda destacou que todo o processo de P&D de fitoterápicos, em princípio poderia ser beneficiado da mesma forma que o processo convencional de P&D de farmoquímicos.
Assim como os incentivos fiscais, os demais instrumentos de apoio à inovação também não estão sendo utilizados em todo o seu potencial. Destaca-se apenas algumas empresas como Cristália e Aché que participaram do Edital de Subvenção de 2008 e tiveram seus projetos aprovados conforme se pode perceber pela figura abaixo.
A Incentivar Consultoria concluiu a apresentação demonstrando a importância de uma visão estratégica dos recursos financeiros para P&D uma vez que o setor farmacêutico tem aumentado significativamente os investimentos em inovação tecnológica. Entretanto, historicamente, a quantidade de produtos lançados no mercado tem sofrido uma queda tendo em vista as dificuldades no processo de regulamentação dos mesmos. De acordo com Manuela Soares, “os fitoterápicos representam uma nova tendência tecnológica e o retorno do investimento pode ser maximizado se considerados os mecanismos de apoio à inovação existentes no Brasil”.

