O Grupo Telefônica é um dos três maiores conglomerados de telecomunicações do mundo. Dentro do posicionamento estratégico da empresa, de origem espanhola, o Brasil ocupa um lugar de grande destaque, com 77 milhões de clientes, o maior número dentre os 25 países onde o grupo atua. Não por acaso, São Paulo foi escolhida como sede do primeiro centro de inovação da Telefônica fora da Espanha.
Para constituir o novo centro, porém, era necessário que a empresa definisse a melhor estrutura jurídica do empreendimento, levando em consideração o acesso a recursos de fomento, incentivos fiscais, prazos e normas legais. Para auxiliar nesse processo decisório, a empresa contou com a consultoria da Inventta, que elaborou um estudo detalhado dos modelos jurídicos possíveis.
“Nosso trabalho foi pensar a implantação do centro de inovação de forma estratégica, conciliando as normas jurídicas vigentes com as premissas do cliente”, explica Pollyana Souza, diretora do projeto pela Inventta. Para abarcar os interesses da Telefônica, era necessário garantir que o grupo pudesse ter participação societária no centro, além da possibilidade de transferência de tecnologia para suas operadoras.
Posto este cenário, o estudo apresentou três modelos possíveis: a constituição de uma empresa de base tecnológica (EBT); a criação de uma Instituição de Ciência & Tecnologia (ICT); ou a criação de uma filial da Telefônica. “Para cada uma das estruturas, nossa consultoria apontou quais eram os mecanismos de fomento disponíveis, a margem reembolsável de recursos através de incentivos e os prazos de implantação”, enumera Pollyana.
O novo centro
A Telefônica optou pelo modelo de extensão (filial) para seu centro de inovação, que funciona desde fevereiro. A unidade está juridicamente ligada à Telesp, holding operacional do grupo. “A principal vantagem identificada foi a agilidade para o início das operações e a possibilidade de, futuramente, evoluir para o modelo ICT ou EBT”, esclarece o coordenador do projeto pela Telefônica.
O centro de inovação terá foco nos estágios iniciais de novas soluções (incubadoras e provas de conceito) e, também, em iniciativas tecnológicas de vídeo, redes móveis e serviços via fibras óticas domiciliares. “A inovação é peça fundamental na oferta de novos produtos e serviços aos clientes. Esse processo será acelerado por uma atuação integrada entre os centros de desenvolvimento do grupo na Espanha e no Brasil”, ressalta o coordenador.
Além de possibilitar a autonomia da Telefônica no comando do negócio e permitir a implantação em um prazo menor, o modelo jurídico escolhido garantiu à empresa a manutenção dos benefícios da Lei do Bem. “Os três modelos apresentavam seus prós e contras. O fator essencial era descobrir qual deles estava mais alinhado à estratégia da empresa”, pondera Pollyana.
O coordenador do projeto pela Telefônica salienta: “ficamos muito satisfeitos com toda a equipe, pois o trabalho foi muito bem conduzido e entregue no prazo acordado”.

