Capacitar e compartilhar conhecimento é a melhor forma de empreender o desenvolvimento. Essa é a lógica do projeto que a Inventta está executando em parceria com a Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará (Redenit-CE). O trabalho começou em setembro e irá se estender pelo período de um ano.
A fase inicial da iniciativa consistiu em um workshop de capacitação em inovação e transferência de tecnologia. Vinte profissionais, dos 17 NITs que compõem a rede cearense, participaram do treinamento, realizado entre os dias 5 e 7 de outubro.
“O workshop passou por todo o conteúdo que vai ser abordado no projeto, que consiste no mapeamento, diagnóstico e comercialização de tecnologias. A proposta é capacitar os profissionais para que eles mesmos sejam agentes desse processo”, explica a coordenadora do projeto, Ana Carolina Calçado.
Na avaliação do coordenador técnico da Redenit-CE, Luiz Eduardo Tavares, o projeto casa com um momento crítico do desenvolvimento da rede. “Trabalhamos a fundo a questão da propriedade intelectual e estamos, agora, no ponto de transferência de tecnologia para o mercado”, destaca. Para Luiz Eduardo, o projeto se diferencia exatamente por não se preocupar apenas com a execução das etapas de avaliação e transferência, mas por ter foco na capacitação das equipes dos NITs. “A ideia é fornecer o instrumental para que os profissionais aprendam o processo e possam replicá-lo”, acrescenta.
Nova percepção
Para quem está diretamente envolvido com o projeto, a valorização do viés de capacitação é uma mudança positiva. “O potencial que fica é muito maior do que se fôssemos lá e apenas executássemos o trabalho”, avalia o analista da Inventta Raphael Caixeta.

Além do foco na transferência de conhecimento, outros importantes benefícios foram percebidos pelos profissionais que participaram do treinamento. “A própria metodologia do curso incentivou a interação entre as instituições. A troca de experiências é sempre muito positiva”, destaca Carlos Wagner Maia, analista da área de Transferência do NIT-Embrapa Agroindústria Tropical.
A visão é compartilhada pelo coordenador do NIT-Nutec, Ricardo de Albuquerque Mendes. “O foco no conhecimento prático me agradou bastante. Apesar de já lidar com processos diários de um núcleo de inovação, muita coisa nova nos foi apresentada”, afirma.
O projeto
Finalizada a etapa de capacitação, o projeto entra, agora, em sua segunda fase, de Mapeamento e Seleção de Tecnologias. A coordenadora por parte da Inventta, Ana Carolina Calçado, explica que essa etapa já será executada pelos próprios NITs, por meio de uma chamada de projetos, com acompanhamento e consultoria da equipe de trabalho.
Um total de 30 tecnologias serão selecionadas para a fase de qualificação e, dessas, até 15 serão levadas para a etapa de comercialização.